#FotoAcessível: Interior de um ônibus. Os bancos, de cor lilás, estão todos vazios. Há apenas uma pessoa sentada, ela veste casaco e uma touca.

Em pé, Robson.

— Bom dia, senhores passageiros.

— Bom dia. — uma ou duas vozes responderam.

O sol não pediu licença, adentrou pelas janelas do lado esquerdo do ônibus e obrigou algumas pessoas a trocar de lugar. Falar em público não era a melhor das habilidades do rapaz franzino que confrontava cada corpo humano sentado diante dele.

Suas mãos não ousavam suar, as palavras não lhe ousavam sumir da mente. A maior das ousadias ele já o fizera, ao se por em pé sem a permissão dos seus senhores.

— Meu nome é Robson e eu tenho dezenove anos…


#VídeoAcessível: Canção “Baby”, interpretada por Gal Costa.

Que coisa mais miserável é ser quem você não quer, fazer o que você não quer e ouvir o que você não quer. Falta de movimento é ruim, mas aquilo era pior, era movimento. Bastante. Mas era movimento que eu não queria fazer.

“O gabarito”, p. 112

Desde muito cedo somos instruídos a querer uma série de coisas. Desde o útero, ouso dizer. …


Descrição: Videoclipe da música “Somewhere only we know”, da banda Keane.

Não estavam completamente sós. Outras almas condenadas por seus crimes dividiam aquele espaço minúsculo no qual mal cabiam suas camas junto de suas culpas.

A culpa pode ser um poderoso instrumento de dominação de uma pessoa sobre a outra. Creio que só perca para o dinheiro — e não raras são as vezes em que estas forças se misturam. É com o intenso e ininterrupto trabalho de assimilação da culpa que nos tornamos as pessoas subservientes que devemos ser para manter em ordem as engrenagens da vida em sociedade…


Escrevo desde que me entendo por gente. E não, isso não é mera força de expressão. Comecei a desenhar, parei. Artes marciais, parei. Pintura, parei. Webdesign, parei. Artesanato em papel machê, parei. Inventar histórias e contá-las por escrito é a única coisa que eu me mantive fazendo sem pausas desde, sei lá, os meus seis anos. Na infância, preenchi quase dez cadernos brochuras (desses de uma matéria só) com meus brotinhos de livros. Eram histórias sempre curtinhas, de no máximo doze capítulos, que refletem muito bem a criança que eu fui.

#ImagemAcessível: Oito caderninhos do tipo brochura de 48 páginas, ilustrados e pintados com lápis de cor, nos quais eu escrevi à mão os meus primeiros livros infantis.

Em paralelo a isto, eu, obviamente, lia muito. Li…

José Artur Castilho

Leio nas horas que me restam e escrevo sempre que me sinto muito sozinho.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store